Perguntas Frequentes

Aqui encontrará algumas das dúvidas mais comuns e suas respostas. Esperamos que ajude.

A Síndrome do Intestino Irritável é muito comum?

É o distúrbio funcional gastrointestinal mais comum, afectando 13,5% da população portuguesa. Afecta homens, mulheres e crianças.

Acho que tenho SII. O que devo fazer?

Deve consultar um profissional de saúde (medicina geral e familiar ou gastroenterologia).

Como sei se tenho Síndrome do Intestino Irritável? (diagnóstico)

Um médico especialista pode fazer o diagnóstico ao analisar os seus sintomas usandos os Critérios de Roma IV. Pode saber mais sobre o diagnóstico aqui: Tudo Sobre SII

Porque está o meu intestino irritado?

“Irritado” significa que as terminações nervosas da parede intestinal estão mais sensíveis do que o comum.

Assim, até condições de estímulo do intestino normais, como comer ou a menstruação, podem levar a uma resposta exacerbada em pessoas com SII. Os nervos e músculos do intestino ficam mais ativos, resultando na produção de diarreia, inchaço, dor ou desconforto.

Vou ter SII para sempre?

A proporção de pessoas com SII, ao longo do tempo, tem permanecido estável.

Isto significa que, com o passar do tempo, algumas pessoas deixam de ter sintomas, enquanto outras começam a desenvolver SII. Estima-se que, a cada ano, cerca de 10% das pessoas com SII ficam melhor.

Que tratamentos existem?

De momento, tratar a SII significa gerir os sintomas, não havendo um tratamento único. O seu médico pode ajudar a optar por uma variedade de soluções, como dieta, probióticos, exercício ou abordagens psicológicas.

Veja mais sobre alguns dos tratamentos possíveis aqui: Tratamento e Gestão

O que posso fazer para melhorar os sintomas, para além de mudar a alimentação?

Há várias dicas que podem ajudar a que se sinta melhor, tanto a nível físico como psicológico. Veja as nossas sugestões aqui: Dicas de Bem estar

Como ler os rótulos para saber se têm algo que não posso comer?

Há algumas regras básicas para ler rótulos, como verificar a ordem dos ingredientes e identificar ingredientes altos em FODMAPs. Outra coisa que ajuda é optar, sempre que possível, por alimentos frescos e naturais.

Veja os detalhes sobre como ler rótulos aqui: Dicas para a Ida às compras

É verdade que não devo comer glúten?

Não necessariamente. O que acontece é que produtos com glúten costumam ter também frutanos, que são um dos triggers para quem tem SII. Claro que, pode dar-se o caso de ter intolerância ao glúten ou até doença celíaca. Pode sempre pedir ao seu médico que verifique essa possibilidade, até para perceber se, na fase de reintrodução, quando testar o grupo dos frutanos se deve manter longe de pão, massa e afins.

Pelo que posso substituir o alho e a cebola?

Pode substituí-los por infusões em azeite, pelos topos verdes da cebolinha, por cebolinho, folhas de alho francês (a parte verde) ou assafétida (asafoetida ou hing) em pó.

Veja substitutos para outros alimentos comuns aqui: Dicas na Cozinha

Porque é que infusões de alho e cebola são baixas em FODMAPS, mas alho e cebola não?

FODMAPs são considerados um tipo de hidrado de carbono, solúvel em água, mas não em óleo. Ao fazer uma infusão de alho em azeite, por exemplo, os dentes de alho ficam embebidos durante algum tempo, permitindo que apenas os sabores sejam transferidos para o azeite, mas não os frutanos, visto que estes não se dissolvem em óleos.

Desde que se retirem os dentes de alho antes de se adicionarem outros alimentos ou água, a comida permanece livre de FODMAPs.

Os sintomas podem piorar com a menstruação?

Muitas vezes sim, embora não seja a realidade de todas as mulheres com SII. Se isto acontecer consigo, é melhor tentar perceber com o seu médico se o problema se deve ao trato gastrointestinal ou a problemas ginecológicos, ou a ambos. Só dessa forma poderá tratar o problema real e ter melhorias.

O stress tem influência na SII?

Contribui para várias “maleitas”, visto que o stress ou a sua antecipação leva à secreção de hormonas – como adrenalina, noradrenalina, cortisol, e outras – que gerem os aspectos físicos da resposta ao stress.

Estas hormonas inibem a digestão gástrica e propulsão intestinal (peristaltismo), abrindo portas a uma série de desordens gastrointestinais, como náusea, vómitos, indigestão, azia, inchaço, dores abdominais, obstipação ou diarreia, entre outros, dependendo da intensidade e duração do stress.

Há algumas formas de gerir o stress minimizando estas consequências, veja as nossas dicas aqui: Dicas de Bem estar

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Terei Síndrome do Intestino Irritável?

Alguma vez pensou demoradamente no que ia pedir num primeiro encontro, com receio de que a sua decisão pudesse levar a uma urgente (e inconveniente) ida à casa de banho? Procura sempre a casa de banho de qualquer espaço público assim que entra, como um espião altamente especializado? Já gastou mais em papel higiénico do que em artigos de “higiene pessoal”?

Dificuldades com a digestão são mais comuns do que possa pensar. Apesar de patologias como a SII serem frustrantes, não são definitivamente algo pelo qual deva sentir vergonha.
Começar

Fase 1

Tem, com frequência, dor ou desconforto abdominal que alivia após evacuar?

Sofre com frequência dor abdominal que provoca uma grande urgência em evacuar?

Os sintomas acima descritos duram há mais de 3 meses?

Costuma interromper as suas atividades diárias devido aos sintomas acima descritos?

Próxima pergunta

É pouco provável que seja Síndrome do Intestino Irritável. No entanto, se os sintomas persistirem ou piorarem, consulte um profissional de saúde.

Fase 2

Sente regularmente a sua barriga inchada ou distendida (pense numa gravidez de 6 meses)?

Considera os seus movimentos intestinais “irregulares” (muito frequentes ou pouco frequentes, diarreia ou obstipação)?

As suas fezes têm uma forma anormal (formato, textura, consistência)?

Tem gases com muita frequência?

Tem dificuldade em evacuar (esforço, urgência ou dor)?

Concluir

De acordo com os critérios de Roma IV, é provável que tenha SII. Aconselhamos que consulte um profissional de saúde.

Saiba mais sobre o que dizer na consulta e os tratamentos existentes para gerir os seus sintomas: