Cientificamente comprovado: estes tratamentos ajudam a combater a síndrome do cólon irritável

A síndrome do cólon irritável manifesta-se de forma diferente de pessoa para pessoa, por isso não existe um tratamento único que seja adequado para todos aqueles que sofrem. Portanto, descobrir aquilo que funciona é frequentemente uma questão de tentativa e erro, mas o efeito destes tratamentos tem sido comprovado pela investigação científica.

Dieta FODMAP

Com o acompanhamento de um bom nutricionista, pode investigar quais os alimentos que desencadeiam e causam os seus sintomas.
A primeira fase (a fase de eliminação) dura cerca de seis semanas. Isto implica eliminar certos alimentos tanto quanto possível, e depois reintroduzi-los gradualmente. Isto permite determinar o que, e quanto, pode comer.
Esta dieta só deve ser seguida com o acompanhamento de um nutricionista. A aplicação FODMAP da Universidade de Monash pode ser uma ferramenta útil. Esta oferece uma visão prática, permitindo visualizar quais os alimentos que pode comer por refeição e, mais importante ainda, quais deve evitar.

Leia este artigo para mais informações sobre a dieta FODMAP.

Reeducação do pavimento pélvico com um fisioterapeuta

Graças à reeducação do pavimento pélvico, o seu fisioterapeuta pode ajudá-lo a recuperar o controlo dos seus músculos pélvicos. O pavimento pélvico é composto por um conjunto de músculos em forma de placa que fecham a parte inferior da pelve menor. A placa muscular estende-se desde o cóccix até ao osso púbico e passa entre as tuberosidades isquiáticas. O pavimento pélvico suporta os órgãos da cavidade abdominal e controla os músculos dos esfíncteres. O seu relaxamento é essencial para a micção e defecação.
A disfunção destes músculos pode ocorrer na síndrome do cólon irritável. Sintomas como cólicas, diarreia e obstipação levam à contração inconsciente dos músculos. Tomar consciência dos seus músculos pélvicos ajuda-o a voltar a utilizá-los corretamente, o que pode diminuir os seus sintomas.

Suplementos e medicamentos

Existem vários medicamentos que demonstraram ajudar na diarreia, obstipação e dores abdominais associadas à síndrome do cólon irritável. Aconselhe-se sempre com o seu médico sobre medicamentos.

Contra a diarreia e a obstipação

As fibras de psílio são fibras solúveis das quais se alimentam as bactérias intestinais, e que ligam as fezes e aumentam a sua consistência em caso de diarreia.
Sofre apenas de obstipação? Nesse caso, estas fibras ajudam a manter a água nos intestinos, o que ajuda a amolecer as fezes.

Contra as dores abdominais

Cápsulas de óleo essencial de hortelã-pimenta. O óleo essencial de hortelã-pimenta pode ter um efeito relaxante sobre os músculos e reduzir a dor.

Contra todos os sintomas

Os probióticos são os únicos suplementos com eficácia cientificamente comprovada contra os sintomas da síndrome do cólon irritável.
Os probióticos são bactérias vivas destinadas para os intestinos, disponíveis em pó, comprimidos, cápsulas ou bebidas. A variabilidade da composição do microbioma (a flora intestinal) de pessoa para pessoa explica a existência no mercado de numerosos probióticos diferentes, que produzem um efeito variável dependendo do indivíduo. Por isso, não é fácil dizer quais são os melhores probióticos. Um probiótico que é benéfico para uma pessoa pode não ter qualquer efeito noutra.
Deve existir uma quantidade suficiente de bactérias para que algumas sobrevivam à acidez do estômago e alcancem os intestinos. Preste também atenção aos outros ingredientes no produto, que pode conter edulcorantes, açúcar, produtos lácteos, aromatizantes, FODMAP, fibras ou outros aditivos que nem sempre são bem tolerados.

Clique aqui para saber mais sobre os probióticos.

Hipnoterapia

A hipnoterapia é um tratamento psicológico, o que não significa que a síndrome do cólon irritável seja um distúrbio psicossomático. Mas o tratamento psicológico pode ajudá-lo a controlar os seus processos corporais. Isto, por sua vez, pode produzir um efeito sobre o funcionamento dos seus intestinos.
A hipnoterapia ensina-o a concentrar-se em si mesmo e a focalizar a sua atenção para dentro. Irá receber exercícios que podem ajudar a reduzir os seus sintomas. O relaxamento profundo pode ajudá-lo a influenciar o seu funcionamento e sintomas intestinais. A terapia é temporária, mas pode continuar a fazer os exercícios de forma autónoma.

Terapia cognitivo-comportamental

Na terapia cognitivo-comportamental, discutem-se os pensamentos sobre a síndrome do cólon irritável. Aprende-se a modificar os pensamentos quando estes estão errados. A terapia é temporária, mas pode continuar a fazer os exercícios de forma autónoma.

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Terei Síndrome do Intestino Irritável?

Alguma vez pensou demoradamente no que ia pedir num primeiro encontro, com receio de que a sua decisão pudesse levar a uma urgente (e inconveniente) ida à casa de banho? Procura sempre a casa de banho de qualquer espaço público assim que entra, como um espião altamente especializado? Já gastou mais em papel higiénico do que em artigos de “higiene pessoal”?

Dificuldades com a digestão são mais comuns do que possa pensar. Apesar de patologias como a SII serem frustrantes, não são definitivamente algo pelo qual deva sentir vergonha.
Começar

Fase 1

Tem, com frequência, dor ou desconforto abdominal que alivia após evacuar?

Sofre com frequência dor abdominal que provoca uma grande urgência em evacuar?

Os sintomas acima descritos duram há mais de 3 meses?

Costuma interromper as suas atividades diárias devido aos sintomas acima descritos?

Próxima pergunta

É pouco provável que seja Síndrome do Intestino Irritável. No entanto, se os sintomas persistirem ou piorarem, consulte um profissional de saúde.

Fase 2

Sente regularmente a sua barriga inchada ou distendida (pense numa gravidez de 6 meses)?

Considera os seus movimentos intestinais “irregulares” (muito frequentes ou pouco frequentes, diarreia ou obstipação)?

As suas fezes têm uma forma anormal (formato, textura, consistência)?

Tem gases com muita frequência?

Tem dificuldade em evacuar (esforço, urgência ou dor)?

Concluir

De acordo com os critérios de Roma IV, é provável que tenha SII. Aconselhamos que consulte um profissional de saúde.

Saiba mais sobre o que dizer na consulta e os tratamentos existentes para gerir os seus sintomas: